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quarta-feira, 30 de março de 2011

As doces Shirelles

Os Girls Groups surgiram nos anos 40 como parte das chamadas Big Bands. No final dos anos 50, com a explosão de grupos de Doo Wop, as mulheres não se fizeram de rogadas e começaram a aparecer grupos femininos desse estilo. Vamos falar de um deles.

The Shirelles surgiu em 1958, tendo sido formado por Shirley Owens Alston Reeves, Doris Coley Kenner Jackson, Addie "Micki" Harris McPherson e Beverly Lee, quatro amigas de Passaic, New Jersey. No início, elas se chamavam The Poquellos e começaram a participar de concursos de talentos em sua escola, cantando à capela uma canção de sua autoria chamada I Met Him on a Sunday. Florence Greenberg. mãe de uma amiga comum do grupo ficou impressionada com sua performance e se tornou sua empresária. O nome do grupo foi mudado para The Shirelles, combinando o nome da vocalista principal Shirley com o nome de um grupo contemporâneo chamado The Chantels.

A música do grupo foi licenciada pela Decca Records e chegou ao Top 50 das paradas. Outros singles chegaram a ser lançados mas Greenberg preferiu criar um selo próprio, Scepter Records, onde o grupo gravou em 1959 o single Dedicated to the One I Love, música que elas aprenderam "de cor" ao verem a performance do grupo The 5 Royales. Nessa época, começaram a trabalhar com o produtor Luther Dixon, que seria o responsável pelo som característico do grupo.

Em 1960, gravaram seu segundo single pela Scepter, Tonight's the Night. Tanto o single anterior como este chegaram ao modesto posto Top 20 e Top 40, respectivamente. No mesmo ano, veio o grande sucesso do grupo, Will You Love Me Tomorrow? (de Goffin & King) que chegou ao primeiro lugar nos EUA nas paradas pop e em segundo na parada de R & B. The Shirelles foi o primeiro grupo vocal feminino a conseguir esse feito, com músicas nos primeiros lugares. Na Inglaterra, elas alcançaram a segunda posição nas paradas britânicas.

Nos três anos seguintes (1961 a 1963), o grupo continuou lançando êxitos. Em 1961, uma reedição de Dedicated to the One I Love chegou ao Top 5 das paradas e o single Mama Said conseguiu o mesmo. O single Big John foi mais longe, chegando ao segundo lugar. Em 1962, o single Soldier Boy (composição de Luther Dixon e Florence Greenberg) alcançou o primeiríssimo lugar. Baby It's You (de Burt Bacharach, Mack David e Luther Dixon usando o pseudônimo Barney Williams). Em 1963, o single Foolish Little Girl alcançou o quarto posto das paradas de R & B e o nono posto das paradas pop.

Em 1964, a parceria bem sucedida entre o grupo e seu produtor chegou ao fim ao mesmo tempo em que seus singles sumiram das paradas musicais, especialmente por causa do advento da Beatlemania e consequente Invasão Britânica, a Segunda Onda. Ironicamante, algumas de suas músicas (alguns números obscuros e grandes hits) relembradas através de covers gravados pelas bandas inglesas como os Beatles, como sua Baby It's You e Boys (lado B do grande êxito do grupo Will You Love Me Tomorrow) em seu álbum de estréia Please Please Me (1963) e o Manfred Mann que gravou Sha la la (1964), que foi um de seus grandes hits. Isso sem falar no sucesso alcançado pela banda americana The Mamas & The Papas com sua versão de Dedicated to the One I Love (1965). Após uma disputa judicial ocorrida nesse ano entre o grupo e a gravadora que foi logo resolvido com uma acerto financeiro, elas gravaram algum material para a trilha sonora do clássico dos filmes de comédia It's a Mad, Mad, Mad, Mad World (Deu a Louca no Mundo). Também ajudaram a gravadora Scepter a lançar uma jovem cantora americana chamada Dionne Warwick, que chegou a atuar como substituta de suas componentes Shirley e Doris, cobrindo suas respectivas licenças-maternidade. Ela acabou fazendo muito sucesso e também terá sua história contada aqui no blog.

Em 1967, o grupo fez sua derradeira aparição com o single chamado ironicamente Last Minute Miracle. Um ano depois, tiveram uma baixa: Doris Jackson decidiu sair das Shirelles para se dedicar à sua família. As outras decidiram manter-se juntas como um trio chamado Shirley & The Shirelles e passaram, sem alcançar nenhum sucesso, pelo selo Bell Records e pelas gravadoras United Artists e RCA até 1971.

Na década de 70, apesar de nunca mais terem visitado as paradas de sucesso, elas continuaram atuando no circuito de bandas revival. Em 1973, apareceram no documentário sobre grandes nomes do Rock dos anos 50 e início dos 60 chamado Let the Good Times Roll. Em 1975, a líder Shirley Reeves deixou o grupo para seguir carreira solo ao mesmo tempo que o grupo contava com o retorno de Doris Jackson. Entre 1979 e 1982, Doris deixou novamente o grupo e foi substituída por Louise Bethune.

Em 1982, Doris voltou ao grupo mas  uma das integrantes originais das Shirelles, Micki Harris acabou morrendo devido a um ataque cardíaco durante uma apresentação. Louise acabou sendo sua substituta. Após idas e voltas, em 1983, elas participaram como banda de apoio na versão de Dionne Warwick para seu clássico Will You Love me Tomorrow e na música Get Ride of Him (uma resposta a outro clássico das Shirelles Foolish Little Girl). O grupo finalmente foi desfeito em 1986. Doris começou uma carreira  solo contando com duas integrantes do grupo The Blossoms, Fanita James e Gloria Jones, além da ex-Honey Cone Carolyn Willis que trabalhava de forma ocasional. Beverly também formou seu próprio grupo.

Shirley Reeves, que havia saído do grupo na década anterior, continuou trabalhando com a Scepter Records e seu selo Strawberry, usando seus dois sobrenomes  Alston e Reeves. Ela começou a trabalhar com o selo Prodigal, trabalho paralelo do produtor da Motown Barney Ales. Nesse ano, ela gravou o álbum With a Little Help of My Friends, onde contou com grandes nomes do Doo Wop como Shep & The Limelites, Danny & The Juniors, The Flamingos, Lala Brooks (membro das Crystals) e The Drifters. O sobrinho de Shirley, Gerald Alston, fez parte do conhecido grupo de Soul The Manhattans.

As Shirelles sobreviventes (Shirley, Doris e Beverly) voltaram a se reunir nos anos 90 para um evento em sua escola em Passaic, New Jersey, onde o grupo fora formado. Em 1996, se reuniram de novo para participar de um disco de Bo Diddley, atuando em algumas faixas. Nessa época, elas foram introduzidas no Rock and Roll Hall of Fame.

Doris Colley Kenner Jackson morreu em 2000, aos 58 anos, devido a um câncer de mama e suas companheiras Fanita e Gloria retomaram The Blossoms. Em 2004, o grupo escolhido pela  revista Rolling Stone como um dos 100 melhores artistas de todos os tempos, na 76ª posição e duas músicas das Shirelles foram escolhidas para figurarem na lsita das 500 melhores canções de todos os tempos: Will You Love Me Tomorrow (125ª colocação) e Tonight's the Night (401ª colocação). Sua cidade natal, em homenagem a suas ilustres cidadãs, deu o nome de Shirelles Boulevard ao encontro de algumas vias principais de Passaic.

Beverly Lee tornou-se dona dos direitos sobre o nome do grupo, sendo a única remanescente da formação original. Além de manter o legado do grupo, fazendo apresentações em revivals, ela tem lutado para que sejam implementadas leis para ajudar aos membros veteranos de grupos vocais e artistas do Rock esquecidos.

Fonte:
Wikipedia (em inglês)
Site oficial: http://www.theshirelles.com/

The Shirelles: o grupo feminino que inaugurou a Era do Rock and Roll

quarta-feira, 2 de março de 2011

Que rolem as pedras - finale

Em 1968, a banda começou a sair da ressaca colorida do ano anterior marcada pela psicodelia que tomou conta do Rock and Roll. Para o lugar de Oldham, que havia saído no ano anterior, Mick e Keith contataram para a produção dos discos o competente Jimmy Miller, que havia trabalhado com o Spencer Davis Group. O famigerado Allen Klein se tornou o empresário dos Stones. O álbum anterior, embora fosse ousado para uma banda como os Stones não agradou muito aos fãs da banda. Eeles voltaram ao estúdio para coemeçar um novo álbum que acabou resultando, primeiramente no single Jumpin' Jack Flash (lado B Child of the Moon), outro grande clássico stoniano. Beggar's Banquet era a volta dos Stones à sua característica mais rockeira/blueseira. Neste álbum estão a controvertida Sympathy for the Devil, a dylaniana Street Fighting Man [utilizada como single, tendo No Expectations como lado B] e Stray Cat Blues, todos clássicos da banda. Começavam os problemas de Brian com drogas, o que causou um mal estar nos bastidores da gravação. Dizem que Jones se atirou no vício porque se sentia preterido em favor do destaque dado a Mick e Keith e por ter perdido a namorada Anita Pallemberg para Richards. No fim do ano, a banda foi protagonista de um evento que consistia de uma filme mais uma álbum ao vivo chamado Rolling Stones Rock and Roll Circus, onde participaram artistas como John Lennon, Yoko Ono, Marianne Faithful, Jethro Tull e Taj Mahal  com direção de Michael Lindsay Hall (que dirigiu também Let It Be dos Beatles no ano seguinte)e que só foi lançado oficialmente uns 28 anos depois [em 1996].

Em 1969, a banda gravou o álbum Let It Bleed, o último com Brian Jones. Devido ao agravamento do problema dele com drogas, a banda chamou o guitarrista Mick Taylor (ex-John Mayall's Bluesbreakers). A participação de Brian no disco foi mínima. Além das composições de praxe de Jagger & Richards como Gimme Shelter, Midnight Rambler e You Can't Always Get What You Want (três clássicos stonianos), tinha o cover de Robert Johnson Love In Vain. A situação começou a ficar insustentável e Brian deixou a banda em junho. Um mês depois, foi encontrado morto na piscina de sua casa [teorias conspiratórias sem nenhum fundo de evidências dizem que ele teria sido afogado por Mick e Keith]. Mick Taylor acabou sendo efetivado como membro titular dos Stones. Nesse mesmo ano, a banda lançou o single Honk Tonk Women, outro grande clássico (que teve no lado B You Can't Always Get What You Want). A perda de Brian não seria a única tragédia. Um incidente aconteceu num show da banda em Altamont, San Francisco [que aparece no documentário Gimme Shelter], enquanto tocavam Sympathy For The Devil. Um espectador do show da banda foi esfaqueado por membros da gangue Hell's Angels, que cuidava da segurança do show. Esse tipo de violência num show de Rock causou uma causou grande comoção, num ano em que os jovens fizeram um manifesto à paz em Woodstock.

Em 1970, foi lançado o álbum ao vivo Get Yer Ya Yas Out, o primeiro a contar como Taylor como membro oficial. Nesse ano os Stones romperam com Allen Klein [que nessa altura era empresário deles e dos Beatles] e com a gravadora Decca, criando seu próprio selo Rolling Stones Records, subsidiário da Atlantic Records. Com o fim de seus "rivais", os Beatles, os Stones passaram a reinar soberanos como grande banda de Rock.

Em 1971, a banda lançou o álbum Stick Fingers com os clássicos Brown Sugar, Bitch, Wild Horses e Sister Morphine, seguido dos singles Brown Sugar/Bitch e Wild Horses/Sway.

Em 1972, veio o álbum duplo Exile On Main Street, apresentando as músicas Rocks Off, Tumbling Dice, Ventilator Blues (co-parceria entre Jagger & Richards e Mick Taylor) e os covers Shake Your Hips (Slim Harpo) e Stop Breaking Down (Robert Johnson).

A banda continuou gravando álbuns como Goat Head's Soup (1973) que tinha Do Do Do Do (Heartbreaker) e de onde foi extraído o single Angie (clássico stoniano)/Silver Train; It's Only Rock and Roll (1974) com o clássico homônimo e o cover Ain't Too Proud to Beg (The Temptations), que foi o último álbum com Mick Taylor que saiu da banda cansado da comparação com Brian Jones. A banda começou a procurar um substituto e fizeram testes com Jeff Beck, Peter Framptom, Rory Gallagher e Ronnie Wood, à época guitarrista do The Faces. Este último, em respeito à ligação com sua banda tocou com os Stones na turnê daquele ano e após o fim dos Faces foi efetivado como membro, participando das sessões do álbum Black and Blue (1976).

Com a segunda formação mais conhecida dos fãs (Mick, Keith, Bill, Ron e Charlie) a banda fechou a década de 70 com álbuns como o ao vivo Love You Live (1977), Some Girls (1978) e Emotional Rescue (1980).

Passaram os anos 80 e 90 com grande boatos dando como certo o fim da banda, já que eles já estavam chegando na casa dos 50. Mick e Keith chegaram a se estranhar e sair pro pau literalmente, mas nada a ponto de acabar com a banda. Todos os membros da banda gravaram trabalhos paralelos. Em 1989, eles foram introduizdos no Rock and Roll Hall of Fame. Em 1994, Bill Wyman deixou a banda que decidiu se manter como um quarteto. Nesse ano, começou a turnê do álbum Voodoo Lounge, que trouxe os Stones pela primeira vez ao Brasil (Mick e Keith já estiveram por aqui, anonimamente em 1969).

Em 1997 fazem uma turnê conjunta com Bob Dylan, onde as duas lendas tocam o clássico dylaniano Like a Rolling Stone no clímax dos shows. Essa turnê os brasileiros tiveram o prazer de assisitir pois ela passou pelo país.

Os Stones chegaram ao século XXI com um fôlego de dar inveja a qualquer banda iniciante e manteve sua pegada ousada e rockeira. Em 2006, eles fizeram o histórico show na Praia de Copacabana. Mick foi condecorado Cavaleiro do Império Britânico.

Pois é, caro leitor. Estamos em 2011 e aqueles rumores do fim dos Stones não encontraram eco em lugar nenhum. Será que eles vão nos presentear com uma quarta visita? Só o tempo dirá. Até lá, aumentem o som e dancem, afinal it's only Rock and Roll, but we like it!

Como diz o velho ditado, pedras que rolam não criam limo

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

The Coasters e seu som bem-humorado

Vamos falar aqui sobre The Coasters, um dos mais destacados grupos vocais dos anos 50, especializado em Rhythm & Blues e Doo Wop. Sua diferença para outros grupos do gênero era a irreverência e o humor de suas apresentações. Isso sem contar que a maioria de seu repertório era recheado de canções de uma das mais destacadas duplas de compositores do Rock and Roll: Leiber & Stoller.

Tudo começou em 1955 quando Carl Gardner (tenor/vocal principal) e Bobby Nunn (baixo), egressos de um outro grupo vocal chamado The Robins resolveram formar The Coasters, grupo que foi preenchido com as entradas de Billy Guy (barítono), Leon Hughes (segundo tenor) e o guitarrista Adolph Jacobs [era praxe alguns grupos vocais terem um guitarrista ou um baixista como membros fixos]. Os compositores Jerry Leiber e Mike Stoller (que escreveram algumas coisas para Elvis Presley como Hound Dog e Jailhouse Rock) precisavam de um grupo que interpretasse algumas de suas composições para o pequeno selo Lark da Atlantic Records. A parceria entre os Coasters e a dupla Leiber-Stoller rendeu um sucesso nunca visto entre os grupos vocais americanos, pois as histórias contadas nas letras das canções sempre tinham um contexto divertido. O primeiro grande sucesso do grupo com assinatura da dupla foi Smokey Joe's Cafe (1955), que havia sido gravada anteriormente por The Robins. Aí veio Down in Mexico (1956) e o compacto duplo Youngblood [que tem Doc Pomus como coescritor]/Searchin' (1957). Com a mudança deles para Nova York em 1957 (antes eles viviam em Los Angeles), Nunn e Hughes formaram uma dissidência chamada The Coasters, Mark II, sendo substituídos por Will "Dub" Jones e Cornell Gunter. Essa é a formação responsável pelos grandes clássicos do grupo.

Em 1958, gravaram um de seus maiores sucessos Yakety Yak, que contou com a participação do grande saxofonista King Curtis). Em seguida vieram outras pérolas como Charlie Brown, Along Came Jones, Poison Ivy e Little Egypt (que foi cantada por Elvis nos anos 60). Nesse ano, foi a vez do guitarrista Jacobs deixar o grupo. Após alguns anos sem um gruitarrista, os Coasters contrataram Thomas "Curly" Palmer.

Em 1961, Gunter deixou o grupo e foi substituído por Earl "Speedo" Carroll (ex-Cadilacs). Ele também acabou criando sua própria formação de Coasters, chamado The Fabulous Coasters. O contrato de Leiber e Stoller com o selo durou até 1966, mas esles continuaram escrevendo para o grupo. will Jones foi outro a sair do grupo em 1968 e foi substituído por Ronnie Bright (conhecido como o baixo da música Mr. Bass Man de Johnny Cymbal). Quando Billy Guy (responsável pela veia cômica do grupo) estava às voltas com uma carreira solo paralela aos Coasters, o cantor Vernon Harrell (outro ex-Cadilacs) e Jimmy Norman,  um dos produtores do grupo foram chamados para atuar nas performances de palco em diferentes ocasiões. Guy deixou o grupo em definitivo em 1969. Após sua saída, Norman foi "promovido" a membro oficial dos Coasters.

Mesmo não tendo mais os hits acachapantes de antes, The Coasters procuraram sobreviver à transformação musical e cultural dos anos 60. A seu favor, eles tinham o fato de muitos artistas/bandas sessentistas terem sido influenciados pelo grupo. Talvez isso tenha ajudado no sentido de terem se tornado uma banda específica de revival dos anos 50.

Nos anos 70 e 80, vários grupos usavam o nome The Coasters: a formação que tinha Gardner, Speedo, Norman e Bright; The Coasters Mark II de Bobby Nunn e Leon Hughes; World Famous Coasters de Billy Guy e Will Jones e The Fabulous Coasters de Cornell Gunter. Nos anos 80, Speedo deixou os Coasters de Carl Gardner [considerado o legítimo] para se juntar a Vernon Harrell para uma reunião dos Cadilacs originais. As disputas entre as diversas facções dos Coasters continuaram por toda a década, acrescida pela formação que tinha Grady Chapman e Bobby Sheen, egressos da Mark II e membros originais do The Robins e os Coasters de Randy Jones, ex- Fabulous Coasters e Mark II.

Em 1987, The Coasters , através de sua formação "clássica" (Gardner, Guy, Jones e Gunter) foram introduzidos no Rock and Roll Hall of Fame, sendo um dos únicos grupos do gênero a ter tal honraria.

Nos anos 90, Carl Gardner ajudou a escrever o premiado musical da Broadway Smokey Joe's Cafe com diversas músicas de Leiber & Stoller interpretadas pelos Coasters.

No final dos anos 90, a formação dos Coasters de Gardner contava com Carl e o antigo colaborador e guitarrista Thomas Palmer mais os novatos Carl Jr., filho de Gardner, que entrou no lugar de Jimmy Norman, Alvin Morse e o ex-World Famous Coasters J.W. Lance.

Com a aposentadoria de Gardner em 2005, o grupo continuou na ativa e foi convertido num quarteto e atualmente conta com Carl. Jr., J.W. Lance, Primo Candelara e Eddie Whitfield, tendo Carl como treinador e mentor e sua esposa Veta Gardner como empresária. Hoje em dia, é o grupo vocal mais antigo em atividade.

O que aconteceu aos outros integrantes do grupo?

Billy Nunn, membro fundador da banda junto com Carl Gardner, faleceu em 1986 de um ataque cardíaco.

Cornell Gunter morreu de forma violenta, vítima após levar um tiro durante uma tentativa de assalto em 1990.

Will "Dub" Jones morreu em 2000, vítima de complicações de diabetes.

Billy Guy faleceu de causas naturais, durante o sono em 2002.

Leon Hughes, o outro membro original da banda ainda vivo continua na ativa, tendo sua própria formação do grupo chamada The Original Coasters.

Passados mais de 60 anos do surgimento dos Coasters é certo afirmar que seu estilo irreverente com ceretza marcou e influenciou gerações de músicos das décadas posteriores. Beatles, Monkees, Hollies, The Who e Free [só para ficarmos nos artistas mais conhecidos] gravaram/interpretaram algum cover do grupo.

Para conhecer mais sobre o grupo, visite sua home page: http://www.angelfire.com/mn/coasters/

Fonte:
http://www.angelfire.com/mn/coasters/
Wikipedia (em inglês)

The Coasters: um dos mais antigos grupos vocais em atividade

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Dia em que a Música Morreu: Big Bopper

E para terminar essa trilogia, vamos falar sobre o irreverente disc jockey Big Bopper. Para os brasileiros, ele era o menos conhecido dos três rockers que pereceram naquele fatídico dia 3 de fevereiro de 1959. Buddy e Ritchie são os mais lembrados. O primeiro graças à fama de seus seguidores britânicos e americanos e o segundo [isso não é necessariamente uma regra] por causa do filme La Bamba.

Jiles Perry (ou J.P.) Richardson Jr. nasceu no dia 24 de outubro de 1930 e era texano como Buddy. Ele nsceu numa pequena cidade texana chamada Sabine Pass, filho de Jiles Perry e Elise Richardson . Tinha dois irmãos mais novos, Cecil e James. Eram uma família típica do campo que se mudou para Beaumont, Texas onde J.P. iniciou os estudos em 1947. Nos seus tempos de colégio jogava futebol americano no time da escola, sempre na defesa. Tinha também uma banda chamada Johnny Lampson Combo. Mas foi no rádio que nosso heroi começou a se destacar. Ele trabalhou meio tempo na estação de rádio KTRM (hoje KZZB). Em 1949, ele trancou a matrícula para dedicar ao rádio de forma integral. Acabou conhecendo Adrianne Joy Fryou, com quem veio a se casar em 1953 e teve uma filha, Debra Joy. Na rádio, J.P. foi promovido a supervisor de anunciantes.

Ele foi convocado pelo exército americano em 1955 e passou dois anos servindo em Fort Bliss, próximo a El Paso, Texas. Após sua baixa, volaout a Beaumont onde continuou trabalhando na KTRM, onde quebou o recorde de apresentação contínua de um d.j. na estação. Ele ficou no ar durante quase 6 dias.

Com a fama de disc jockey consolidada, J.P. foi descoberto por Harold "Pappy" Daily, um produtor e empresário de música country que conseguiu para Richardson um contrato na Mercury Records. Lá J.P. gravou, em 1958,  Chantily Lace, seu acachapante hit, um verdadeiro clássico do Rock and Roll. no disco, ele usou seu apelido mais famoso: Big Bopper (algo como "Grande Batedor"). Desse sucesso vem um dos bordões mais famosos do Rock: HELLO, BAAABEEEE!!!). Isso começou a demandar inúmeras viagens pelo país para divulgar seu trabalho. J.P. também escreveu algumas canções que se tornaram grandes sucessos póstumos como Running Bear com Johnny Preston e White Lightining com George Jones. Deixou algumas dezenas de compsoições que não tiveram tanto êxito.

Em 1959, juntou-se à trupe da Winter Dance Party que já tinha como artistas principais Buddy Holly, Ritchie Vallens e Dion & The Belmonts. Aí sobreveio a tragédia que gerou esta triste trilogia. Diferente de seus companheiros que, infelizmente não deixaram prole, J.P. deixou dois filhos (a já citada Debra Joy) e Jay Perry Richardson que nasceu dois meses depois que o pai morreu. Hoje Jay Perry responde pelo nome The Big Bopper Jr. Após resolver alguns boatos acerca da morte do pai (haviam dito que Big Bopper poderia ter sido assassinado ou que poderia ter forjado a própria morte), até hoje continua levando ao mundo o legado do pai que só conheceu através de fotos e filmes.

J.P. foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame em 1997.

Termino esta trilogia muito fezli por ter partilhado essas nobres biografias. LONG LIVE  BUDDY, RITCHIE E J.P.!  e obrigado por tudo!

Fonte: wikipedia (em inglês)

HELLOOO BAABEEE!!!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

"Eles são uns verdadeiros Animais!"

Na efervescente cena londrina, havia dois points específicos onde se podia ouvir Blues e Rhythm & Blues de qualidade. Eram os clubes Marquee e o Crawdaddy, onde músicos locais e outros nos arredores da capital da Inglaterra podiam se reunir para fazer homéricas jams. Esses dois clubes viram nascer lendas como o Blues Incorporated de Alexis Korner, os Rolling Stones, os Bluesbreakers de John Mayall, Screamin' Lord Sutch & The Savages, The Yardbirds, Fleetwood Mac e The Animals. A última havia sido formada em 1962 e chamava Alan Price Combo, onde o tecladista e líder Alan Price já contava com o guitarrista Hilton Valentine, o baixista Chas Chandler e o baterista John Steel. Com a entrada do vocalista oriundo de New Castle, Eric Burdon, a banda começou a pensar num novo nome, que acabou vindo durante uma apresentação da banda, onde foram considerados rudes e grosseiros pela plateia que os chamava incessantemente de animais. O nome pegou e a banda fechou contrato com o empresário dos Rolling Stones e Yardbirds e dono do Crawdaddy Giorgio Gomelski. Com um vasto repertório que ia de Jimmy Reed a Nina Simone, a banda foi contratada pela Columbia Records, uma subsidiária da EMI, onde gravarm seu primeiro single, Baby Let Me Take You Home. Mas o sucesso veio mesmo em 1964 quando a banda gravou The House Of Risnig Sun, uma canção que já havia sido gravada por Bob Dylan e Nina Simone. A versão dos Animals alcançou os primeiros lugares das paradas, o que começou a abrir para a banda várias oportunidades de aparecer em programas de televisão como Ready Steady Go e Shindig! Aproveitando o advento da Segunda Onda ou Invasão Britânica, The Animals fizeram sua primeira turnê americana e tocaram no Ed Sullivan Show, onde no início do ano seus conterrâneos Beatles haviam se consagrado. Aí vieram outors singles de sucesso onde interpretaram o melhor do Blues (Boom Boom de John Lee Hooker), Folk (Don't Let Me Be Misusnderstood de Nina Simone) e Soul (Talkin' bout You de Ray Charles), além de outros clássicos como We Gotta Get Out Of This Place (Mann-Weil), Roberta (Frankie Ford), Bring It On Home To Me (Sam Cooke), See See Rider (Ma Rainey) e Around and Around (Chuck Berry).
Em 1965, começou a haver desentendimentos internos na banda que acabaram culminando na saída de Alan Price. Reza a lenda que Burdon e Price nunca se suportaram. para o lugar do tecladista, passaram pela banda Mick Gallagher e Dave Rowberry, que ficaram pouco tempo. No ano seguinte foi a vez do batera Steel deixar o barco, sendo substituído por Barry Jenkins. Nessa altura, a banda se chamava Eric Burdon & The Animals e teve mais uma baixa, o baixista Chandler que deixou a banda para ser empresário de Jimi Hendrix. Com isso, Burdon achou melhor terminar a banda formando uma outra chamada Eric Burdon & The New Animals que contava com John Weider (guitarra), Vic Briggs (guitarra e teclados) e Danny McCulloch (baixo). A banda seguiu uma direção diferente dando ênfase à psicodelia, muito em voga naquele instante. Nessa época gravaram os hits San Franciscan Nights e Sky Pilot.
Em 1968, nova mudança na banda: saíram Briggs e McCulloch e entraram George Bruno (teclados) e Andy Summers (guitarra). Após gravar mais alguns singles, a banda foi dissolvida. O curioso é que os membros originais da banda (Burdon, Price, Chandler, Valentine e Steel) fizeram uma reunião para um evento beneficente em 1968. Eric Burdon mudou-se para os EUA onde formou a banda de Soul War, gravando com eles o álbum Eric Burdon Declares War. Mesmo com a saída de Burdon após uma turnê, o War conseguiu sobreviver e fez muito sucesso.
Houve pelo menos 2 tentativas de reunir o time original dos Animals. Uma em 1975 com alguns shows na Inglaterra e outra em 1983, onde eles gravaram o álbum Ark, que teve repercussão mínima.
Em 1993, Hilton Valentine tentou reativar a banda chamando-a Animals II, contando com o baterista original Steel e o tecladista de outra fase Dave Rowberry. O ex-baixista Danny McCulloch também tentou criar sua versão dos Animals. No ano seguinte, a banda entrou para Rock and Roll Hall of Fame. Em 1996, o baixista original Chas Chandler faleceu. Em 1998, foi a vez de Burdon reativar os Animals como grupo de apoio, sem contar com outros membros de formações anteriores. Em 2008, houve uma batalha judicial pelos direitos ao nome da banda entre Burdon e Steel, vencida pelo baterista. Em seguida, os membros originais Valentine e Steel criaram uma nova formação da banda, a qual hoje só conta com o baterista como único remanescente original


Formação original dos Animals
 Fonte:
Wikipedia (em inglês)