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quarta-feira, 18 de maio de 2011

O Rei do Reaggae vive! - parte 1

Esse é o primeiro post em quase duas semanas. O rítmo de trabalho diminuiu um pouco e assim, deu pra respirar e escrever um pouco. No dia 11 de maio de 1981, a música e o Reggae perdiam um de seus maiores nomes: Bob Marley. Neste post e nos seguintes vamos falar da trajetória deste grande cantor e compositor.

Robert Nesta Marley nasceu no dia 6 de fevereiro de 1945 em Nine Mile, St. Ann, Jamaica, fruto do relacionamento do oficial britânico Norval Sinclair Marley e uma nativa jamaicana chamada Cedella Booker. Norval iria se casar com Cedella mas acabou desistindo mas ajudou a criar seu filho até sua morte em 1955 quando Bob tinha 9 anos. Embora a Jamaica fosse membro da Comunidade Britânica de Nações (Commonwealth), sempre foi um país muito pobre e cheio de favelas, entre as quais Trenchtown, na capital Kingston, onde Bob cresceu e passou boa parte da vida. Por ser mestiço e baixinho, Bob era vítima constante das provocações de seus compatriotas negros. A música acabou sendo a redentora de Bob, que aprendeu a tocar guitarra e em 1962, junto com os amigos de infância Peter Tosh (guitarra, vocais e teclados) e Bunny Wailer (percussão, vocais), formou a banda The Wailing Wailers que ainda contava com Junior Braithwaite (vocais), Beverly Kelso e Cherry Smith (backing vocals). A banda gravou seu primeiro disco em The Wailing Wailers em 1965 pelo selo Studio One. Nesse disco figuram muitas composições de Marley com I Need You, Rude Boy e It Hurts to Be Alone e um cover de What's the New, Pussycat? que foi um grande sucesso com Tom Jones, entre muitas outras. Braithwaite, Kelso e Smith deixaram a banda no decorrer dos anos seguintes.


As coisas começarama a contecer para a banda em 1966 quando eles foram descobertos pelo produtor Coxsone Dodds que sugeriu que a banda diminuisse o nome para The Wailers. Em meados dos anos 60, Bob e seus amigos começaram a seguir os preceitos do Rastafarianismo e isso tornou-se evidente em sua música, que era uma mistura de rítmos jamaicanos como o Ska, o Toast e o Rocksteady com o Rhythm & Blues norte americano. Nesse ano, ele se casou com Rita Anderson e o casal foi morar nos EUA com Cedella que incutiu no filho a vontade de seguir o Rastafarianismo, apesar da educação católica que teve. De volta à Jamaica, Bob começou a cultivar seus dreadlocks, que se tornou sua principal característica posteriormente. Rita, sua esposa, acabou se tornando uma das I Threes (as outras componentes eram Judy Mowatt e Marcia Griffiths), grupo de backing vocalists dos Wailers. Após divergências com Dodds, Bob e os Wailers fecharam com o produtor Lee Perry e essa parceria se mostrou predonderante para o sucesso inicial da banda. Outros integrantes ingressaram nos Wailers, oriundos da banda empresariada por Perry The Upsetters: Aston Barrett (baixo) e seu irmão Carlton "Big Family" Barrett (bateria, percussão).


Continua no próximo post

Capa do primeiro disco dos Wailers

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Os Esquisitos Kinks - parte 3

Em 1968, a banda lançou o álbum conceitual The Kinks Are the Village Green Preservation Society, considerado um dos 500 discos mais importantes da História do Rock, embora tenha sido um fracasso de vendas por não apresentar singles. A banda levou quase dois anos para elaborá-lo e ele acabou sendo o último trabalho de Pete Quaife na banda.

Na primeira metade de 1969, Pete Quaife informou aos colegas que estava deixando os Kinks, fato que eles não deram muita importância até ver um anúncio da nova banda do baixista, Maple Oak num anúncio da  Melody Maker, Ray tentou demover Pete da ideia de deixar a banda mas não logrou êxito. O jeito foi chamar John Dalton (nascido em 21 de maio de 1943 em Middlesex, Inglaterra), que já havia subsituído Pete este havia sofrido um acidente de carro em 1966.

Com essa mudança no line up mais a adição do tecladista John Gosling (nascido em 6 de fevereiro de 1948 em Devon, Inglaterra), os Kinks gravaram o álbum Arthur (Or the Decline and Fall of the British Empire), cujo conceito é considerado como precursor da Opera Rock, pois do início ao fim conta uma história, embora muitos atribuam tal status à obra prima do The Who Tommy. Na verdade, Ray Davies tencionava produzir a trilha sonora para uma novela televisiva, contando com o auxílio do escritor Julian Mitchell. O personagem da trama era Arthur Morgan, baseado no cunhado de Ray, Arthur Anning. Com o cancelamento do projeto, Ray resolveu transformá-lo num álbum conceitual, muito bem recebido pela crítica britânica e até pela americana. Se destacam no álbum as músicas Shangri-la, Drivin' e Victoria.

Em 1970, os Kinks gravaram o álbum Lola Versus Powerman and the Moneygoround, Part One, também conceitual mas com viés satiríco misturando Hard Rock e Music Hall. Desse álbum é o clássico absoluto da banda Lola, música que fala de um travesti. Além dessa música, destacam-se no disco Get Back in Line, A Long Way From Home, Rats, Powerman e Moneygoround. A banda teve problemas com a BBC em veicular Lola por causa da citação da marca Coca Cola numa frase, razão pela qual tiveram que mudar para Cherry Cola. Outra coisa curiosa é o nome do álbum seguido de "parte um" como se eles fossem lançar subsequentemente uma "parte dois". Isso se deu porque a banda tinha a intenção de lançar o álbum em formato duplo o que acabou não ocorrendo.

Em 1971, o próximo álbum da banda foi Percy, trilha sonora do filme homônimo, que fala de um transplante de pênis (!!). Este disco foi o último da banda na gravadora Pye e tem como destaque as músicas God's Children, Moments e The Way Love Used to Be. Em seguida, eles assinaram com a RCA e gravaram seu primeiro álbum por aquela gravadora Muswell Hillbillies, título que é uma referência a Muswell Hill, subúrbio londrino onde os irmãos Davies cresceram e onde formaram o núcleo de uma banda que daria origem aos Kinks. Ele tem como tema o caos e as tensões da vida moderna. Essa estréia dos Kinks pela RCA foi um dos maiores fiacsos comerciais da banda.

Em 1972, eles gravaram o álbum Everybody's in Show-Biz, o primeiro álbum duplo da banda que teve uma parte gravada em estúdio e a outra ao vivo no Carnegie Hall. A partir desse álbum, Ray Davies inauguraria um estilo mais teatral nde compor nos discos dos Kinks, sempre contando as desventuras dos Rock Stars e do mundo do show-bizz. Destacam-se as músicas Here Comes Yet Another Day, Celluloid Heroes e um cover de um sucesso de Harry Belafonte Banana Boat Song Day O.

Entre 1973 e 1976, Ray e os Kinks entraram de sola no estilo mais levado à teatralidade a partir de álbuns conceituais que não visavam a tendência comercial. Um pouco antes disso, porém, a Reprise Record (responsável pela discografia da banda nos EUA) lançou o disco The Great Lost Kinks Album, cheio de gravações da banda entre 1966 e 1970 que não haviam sido lançadas nos discos correntes. Destaque para Plastic Man, I'm Not Like Everybody Else e Till Death Do Us Part. Nesse ano e no seguinte vieram os álbuns Preserved Act 1 e 2. Em 1975, gravaram os derradeiros álbuns de sua fase teatral Soap Opera e Schoolboys in Disgrace, últimos gravados pela RCA.

A partir de 1977 até o final da década, a banda voltou a gravar álbuns de apelo comercial pela sua nova gravadora Arista. O álbum de estréia na nova casa foi Sleepwalker, com destaque para a faixa título e Mr. Big Man. Pouco antes de finalizar as gravações do novo trabalho, a banda teve uma baixa: o baixista John Dalton resolveu sair dos Kinks. Seu substituto foi Andy Pyle (nascido em 1946), que já havia tocado com as bandas Bloodwin' Pigs e Savoy Brown. Com a adição de Pyle, a banda terminou as gravações saiu em turnê. Em 1978, veio o álbum Misfits (destaque para A Rock and Roll Fantasy e Black Messiah). Durante a turnê, o tecladista Gosling e o novo baixista Pyle deixaram os Kinks, sendo subsituídos por Gordon John Edwards (ex-Pretty Things) e pelo velho colega John Dalton que atendeu ao chamado de Ray para terminar a turnê e algumas faixas do álbum. Para o álbum de 1979, Low Budget, a banda tinha uma nova formação: além dos irmãos Davies e do batera Avory, veio o novato Jim Rodford (nascido no dia 7 de julho de 1941 em Hertfordshire, Inglaterra), baixista que tinha atuado na banda Argent (do ex-Zombies Rod Argent). Para o disco, Ray Davies gravou os teclados. Para a subsequente turnê, a banda contou com o reforço do tecladista Ian Gibbons (que havia formado a banda Life), que acabou sendo efetivado como membro.

Continua no próximo post

The Kinks na turnê do disco Low Budget (1979)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Entre Irmãos - parte 2

No início de 1970, os Bee Gees já não existiam como banda, dadas as baixas ocorridas durante o ano anterior. No decorrer desse ano, entretanto, começou a haver uma reaproximação dos irmãos Gibb, núcleo do grupo. Feridas tratadas e cicatrizadas, gravaram o álbum 2 Years On, que mais parecia uma coletânea de carreiras solo dos Gibb. Foi um grande sucesso na Terra do Tio Sam, fato então inédito para a banda. No álbum o destaque é Lonely Days.

Em 1971, veio o álbum Trafalgar, este sim totalmente composto em conjunto e que veio com o megassucesso How Can You Mend a Broken Heart. No ano seguinte, veio o álbum To Whom It May Concern, que teve uma recepção morna. O único grande sucesso foi o clássico Run to Me.

Em 1973, de morno a gelado: o álbum Life in a Tin Can foi um retumbante fracasso e a crise voltava a se instalar para os Bee Gees, fazendo-os chegar numa encruzilhada crucial. A estética sessentista da banda e oa pelo ao Country já estavam esgotados. O álbum seguinte a Life in a Tin Can,  A Kick in the Head is Worth Eight in the Pants nem chegou a ser lançado e hoje é disponível através de bootlegs da banda. Em 1974, numa crise que quase desencadeou um novo fim à banda, eles lançaram o álbum Mr. Natural que não foi tão bem de vendas mas começou a mostrar o caminho das pedras para  os Bee Gees.

Em 1975, os Bee Gees começaram a dar a volta por cima com o ótimo álbum Main Course que deu (desculpem o trocadilho) um curso principal à banda com outros clássicos como Jive Talkin', Nights on Broadway e Fanny (Be Tender with My Love), onde eles deixaram para trás o estilo que os havia consagrado na década anterior indo pelo caminho do R &B e da Disco Music, ainda em desenvolvimento.

Em 1976, após lançarem o primeiro álbum ao vivo Here at Last Bee Gees...Live, os irmãos Gibb lançaram o álbum Children of The World com estonteantes hits como You Should Be Dancin', Love Me e Love So Right.

Em 1977, o ápice da carreira dos Bee Gees: sua participação na trilha sonora do filme Saturday Night Fever (Os Embalos de Sábado à Noite) o que os consagrou mundialmente não só como intérpretes de clássicos da Disco Music como Night Fever, Stayin' Alive, More Than a Woman, Jive Talkin' e You Should Be Dancing (do álbum Children of the World) ou a romântica How Deep is Your Love como também chamaram atenção como compositores por If I Can't Have You (com Yvonne Elliman) e More Than a Woman (com Tavares). Os Bee Gees chegaram ao topo do mundo e se tornaram os reis da Disco. Na esteira do disco, emplacaram outro sucesso como compositores com o clássico Emotion (com Samantha Sang), onde os Bee Gees fazem uma participação especial. No ano seguinte, o sucesso continuou com Barry compondo o tema principal da trilha sonora do Filme Grease - Nos Tempos da Brilhantina (um hit na voz de Frankie Valli). Paralelamente, Andy Gibb, o irmão caçula dos Bee Gees começou uma bem sucedida carreira musical, sempre com sucessos assinados pelos manos mais velhos.

Em 1979, a primeira bola fora dos Bee Gees desde Life in a Tin Can de 1973: eles participaram do filme Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e da trilha sonora homônima. A premissa (uma história feita a partir de conceitos e como uma homenagem ao álbum homônimo dos Beatles de 1967) era boa mas o filme foi um dos maiores fracassos de bilheteria, o que arranhou a imagem da banda não pela música mas pelo filme em si, o que quase fez a banda acabar mais uma vez. O álbum Spirits Having Flown, lançado no mesmo ano ajudou a aliviar a barra dos irmãos Gibb com grandes sucessos como Tragedy, Too Much Heaven, Reaching Out e Love You Inside Out.

Como ninguém é de ferro e os Bee Gees tiveram uma década turbulenta, decidiram fazer uma pausa de dois anos. Pelo menos a banda entrou em recesso, pois os três irmãos começaram um bem sucedido período como compositores/produtores para outros artistas: Guilty (Barbra Streisand), Sunrise (Jimmy Ruffin) e After Dark (para o maninho Andy).

Conclui no próximo post

Fonte:
Wikipedia (em inglês e português)

Bee Gees: os Reis da Disco Music

quinta-feira, 10 de março de 2011

Entre Irmãos - parte 1

Formar um grupo com irmãos nem sempre é uma tarefa fácil porque existem diferenças entre eles que acabam surgindo e interferindo no desenvolvimento da carreira da banda. Veja o caso dos irmãos Davies (The Kinks) e os irmãos Galagher (Oasis). No caso dos irmãos Barry, Robin e Maurice, embora fossem diferentes como indivíduos, coletivamente eram o amálgama puro da música.

Tudo começou quando o casal de músicos Hugh e Barbara Gibb se mudou de Manchester, Inglaterra com a filha Lesley para a Ilha de Man onde tiveram mais três filhos: Barry, os gêmeos Maurice e Robin. Voltando a Manchester, nasceu-lhes o caçula Andy. Hugh começou a ensinar Barry a tocar guitarra e o casal começou a perceber a capacidade natural dele e dos gêmeos em fazer harmonias vocais.

Em 1958, a família Gibb emigrou para a distante Austrália, onde se fixaram na cidade de Brisbane. A trinca de irmãos começou a aparecer em alguns clubes locais com um relativo sucesso usando os nomes The Blue Cats e The Rattlesnakes até chamarem a atenção do disc jockey Bill Gates que sugeriu que usassem como nome Bee Gees ou BG's por causa da coincidência dessas iniciais em sua vida como o nome da mãe (Barbara Gibb), o nome de Barry [Gibb], o nome do conjunto dos irmãos (Brothers Gibb), etc.

Mesmo tocando em alguns clubes de Surfers Paradise (para onde a família se deslocou) e arredores, faltava aquele empurrão definitivo, que só veio a ocorrer quando o empresário Kevin Jacobsen ficou impressionado com o talento daqueles infantes. Em 1961, conseguiu para eles a abertura do show do fenômeno do Twist o americano Chubby Checker em turnê pela Austrália. Isso deu visibilidade aos irmãos e seu primeiro contrato fonográfico com a gravadora local Festival Records.

Em 1964, a Austrália, como membro do Commonhealth, não ficou de fora da Beatlemania que se alastrou pelo planeta e logo os Bee Gees começaram a aparecer em programas de TV cantando músicas dos Fab 4, o que acabou lhes valendo a algunha de "Beatles australianos", apesar de terem nascido na Inglaterra.

Em 1965, saiu o primeiro álbum da banda The Bee Gees Sing and Play 14 Barry Gibb Songs cujo single Wine and Women (lado B Follow The Wind) chegou ao top 20 das paradas australianas. Outras gravações também se destacam como Timber! , Claustrophobia e Everyday I Have to Cry (cover de Arthur Alexander), que não foi lançada no álbum e só aparece em coletâneas dessa fase.

Em 1966 veio o álbum Spicks and Specks, cuja canção título havia sido lançada como single alcançando as mais altas posições das paradas australianas. Surgiram fortes rumores dando de que o trio de irmãos tivesse sido assassinado, o que gerou tristeza entre os australianos pois as rádios ficavam tocando as músicas deles e a família recebeu inúmeros telegramas de condolências. Trataram de desmentir tais boatos afimando que o que houve foi uma acidente de carro com Barry e o pai dos irmãos. Nesse ano, apesar do grande sucesso que viviam na Austrália, os irmãos Gibb decidiram voltar à Inglaterra para batalhar seu espaço na Terra da Rainha. Houve o cancelamento do contrato com a editora e eles ficaram sem um tostão. A viagem para a Inglaterra foi custeada por shows informais feitos durante a viagem.

Em 1967, o pai dos meninos havia mandado material deles (press release, fotos e gravações) à NEMS de Brian Epstein, o empresário dos Beatles. Epstein à voltas com tantos compromissos passou a bola para o diretor da NEMS, Robert Stigwood que ao ver, surpreso, um pacote vindo da Austrália, sua terra natal, ficou interessado. Paralelamente, a subsidiária inglesa da Polydor, que lançou os discos dos Bee Gees no mercado fora da Austrália também esboçou interesse no grupo. Como Stigwood tinha ligações com a  Polydor, tudo ficou acertado e os Bee Gees fizeram um teste. Logo,assinaram com a RSO (Robert Stigwood Organisation) e começaram sua carreira na Inglaterra, lançando o álbum Bee Gees' 1st. Dois amigos dos Bee Gees, Vince Mellouney (guitarra) e Colin Petersen (bateria), que haviam atuado como músicos de sessão, foram efetivados como titulares na banda nessa nova fase. Nesse álbum, figura o primeiro sucesso internacional da banda, New York Mining Disaster 1941, além de pérolas como To Love Somebody e Holiday, todos lançados como singles. Nesse ano foi lançado ainda o single Massachussetts, que foi o primeiro grande sucesso da banda.

Em 1968, saiu o álbum Horizontal trazendo a já citada Massachussetts e outro grande clássico dos Bee Gees, Words. Foi lanaçado também o álbum Idea com outros dois clássicos imbatíveis do grupo como I've got a Message to You e I Started a Joke, sendo que essa última fez tanto sucesso que ultrapassou a linha do Equador e se tornou o primeiro grande êxito dos Bee Gees no Brasil.

Em 1969 veio o primeiro álbum duplo dos Bee Gees Odessa com os sucessos Melody Fair e First of May. Nesse ano, as coisas começaram a ficar nebulosas na banda, por conta do uso desenferado de anfetaminas. Maurice também tinha problemas por conta de seu vício em álcool e fumo. Isso sem falar nos desacertos entre os irmãos Gibb. Tais fatos acabaram culminando com a saída de Vince Mellouney, que saiu para tocar coisas mais calcadas no Blues e Robin Gibb, um dos irmãos da banda. Barry e Maurice decidiram contrinuar com a banda e o batera Colin Petersen ainda gravou algumas coisas até ser dispensado na metade do ano. Geoff Bridgeford foi seu substituto. Em dezembro de 1969, após o lançamento do álbum Cucumber Castle, que tinha os clássicos I.O.I.O. e Don't Forget to Remember, os dois irmãos decidiram decretar o fim da banda. A carreira solo de Robin fez um relativo sucesso puxado pela canção Saved By the Bell.

Continua no próximo post

Fonte:
Wikipedia (em português e em inglês)

Bee Gees em sua fase sessentista: quinteto

quarta-feira, 2 de março de 2011

Que rolem as pedras - finale

Em 1968, a banda começou a sair da ressaca colorida do ano anterior marcada pela psicodelia que tomou conta do Rock and Roll. Para o lugar de Oldham, que havia saído no ano anterior, Mick e Keith contataram para a produção dos discos o competente Jimmy Miller, que havia trabalhado com o Spencer Davis Group. O famigerado Allen Klein se tornou o empresário dos Stones. O álbum anterior, embora fosse ousado para uma banda como os Stones não agradou muito aos fãs da banda. Eeles voltaram ao estúdio para coemeçar um novo álbum que acabou resultando, primeiramente no single Jumpin' Jack Flash (lado B Child of the Moon), outro grande clássico stoniano. Beggar's Banquet era a volta dos Stones à sua característica mais rockeira/blueseira. Neste álbum estão a controvertida Sympathy for the Devil, a dylaniana Street Fighting Man [utilizada como single, tendo No Expectations como lado B] e Stray Cat Blues, todos clássicos da banda. Começavam os problemas de Brian com drogas, o que causou um mal estar nos bastidores da gravação. Dizem que Jones se atirou no vício porque se sentia preterido em favor do destaque dado a Mick e Keith e por ter perdido a namorada Anita Pallemberg para Richards. No fim do ano, a banda foi protagonista de um evento que consistia de uma filme mais uma álbum ao vivo chamado Rolling Stones Rock and Roll Circus, onde participaram artistas como John Lennon, Yoko OnoMarianne Faithful, Jethro Tull e Taj Mahal  com direção de Michael Lindsay Hall (que dirigiu também Let It Be dos Beatles no ano seguinte)e que só foi lançado oficialmente uns 28 anos depois [em 1996].

Em 1969, a banda gravou o álbum Let It Bleed, o último com Brian Jones. Devido ao agravamento do problema dele com drogas, a banda chamou o guitarrista Mick Taylor (ex-John Mayall's Bluesbreakers). A participação de Brian no disco foi mínima. Além das composições de praxe de Jagger & Richards como Gimme Shelter, Midnight Rambler You Can't Always Get What You Want (três clássicos stonianos), tinha o cover de Robert Johnson Love In Vain. A situação começou a ficar insustentável e Brian deixou a banda em junho. Um mês depois, foi encontrado morto na piscina de sua casa [teorias conspiratórias sem nenhum fundo de evidências dizem que ele teria sido afogado por Mick e Keith]. Mick Taylor acabou sendo efetivado como membro titular dos Stones. Nesse mesmo ano, a banda lançou o single Honk Tonk Women, outro grande clássico (que teve no lado B You Can't Always Get What You Want). A perda de Brian não seria a única tragédia. Um incidente aconteceu num show da banda em Altamont, San Francisco [que aparece no documentário Gimme Shelter], enquanto tocavam Sympathy For The Devil. Um espectador do show da banda foi esfaqueado por membros da gangue Hell's Angels, que cuidava da segurança do show. Esse tipo de violência num show de Rock causou uma causou grande comoção, num ano em que os jovens fizeram um manifesto à paz em Woodstock.

Em 1970, foi lançado o álbum ao vivo Get Yer Ya Yas Out, o primeiro a contar como Taylor como membro oficial. Nesse ano os Stones romperam com Allen Klein [que nessa altura era empresário deles e dos Beatles] e com a gravadora Decca, criando seu próprio selo Rolling Stones Records, subsidiário da Atlantic Records. Com o fim de seus "rivais", os Beatles, os Stones passaram a reinar soberanos como grande banda de Rock.

Em 1971, a banda lançou o álbum Stick Fingers com os clássicos Brown Sugar, Bitch, Wild Horses e Sister Morphine, seguido dos singles Brown Sugar/Bitch e Wild Horses/Sway.

Em 1972, veio o álbum duplo Exile On Main Street, apresentando as músicas Rocks Off, Tumbling Dice, Ventilator Blues (co-parceria entre Jagger & Richards e Mick Taylor) e os covers Shake Your Hips (Slim Harpo) e Stop Breaking Down (Robert Johnson).

A banda continuou gravando álbuns como Goat Head's Soup (1973) que tinha Do Do Do Do (Heartbreaker) e de onde foi extraído o single Angie (clássico stoniano)/Silver Train; It's Only Rock and Roll (1974) com o clássico homônimo e o cover Ain't Too Proud to Beg (The Temptations), que foi o último álbum com Mick Taylor que saiu da banda cansado da comparação com Brian Jones. A banda começou a procurar um substituto e fizeram testes com Jeff Beck, Peter Framptom, Rory Gallagher e Ronnie Wood, à época guitarrista do The Faces. Este último, em respeito à ligação com sua banda tocou com os Stones na turnê daquele ano e após o fim dos Faces foi efetivado como membro, participando das sessões do álbum Black and Blue (1976).

Com a segunda formação mais conhecida dos fãs (Mick, Keith, Bill, Ron e Charlie) a banda fechou a década de 70 com álbuns como o ao vivo Love You Live (1977), Some Girls (1978) e Emotional Rescue (1980).

Passaram os anos 80 e 90 com grande boatos dando como certo o fim da banda, já que eles já estavam chegando na casa dos 50. Mick e Keith chegaram a se estranhar e sair pro pau literalmente, mas nada a ponto de acabar com a banda. Todos os membros da banda gravaram trabalhos paralelos. Em 1989, eles foram introduizdos no Rock and Roll Hall of Fame. Em 1994, Bill Wyman deixou a banda que decidiu se manter como um quarteto. Nesse ano, começou a turnê do álbum Voodoo Lounge, que trouxe os Stones pela primeira vez ao Brasil (Mick e Keith já estiveram por aqui, anonimamente em 1969).

Em 1997 fazem uma turnê conjunta com Bob Dylan, onde as duas lendas tocam o clássico dylaniano Like a Rolling Stone no clímax dos shows. Essa turnê os brasileiros tiveram o prazer de assisitir pois ela passou pelo país.

Os Stones chegaram ao século XXI com um fôlego de dar inveja a qualquer banda iniciante e manteve sua pegada ousada e rockeira. Em 2006, eles fizeram o histórico show na Praia de Copacabana. Mick foi condecorado Cavaleiro do Império Britânico.

Pois é, caro leitor. Estamos em 2011 e aqueles rumores do fim dos Stones não encontraram eco em lugar nenhum. Será que eles vão nos presentear com uma quarta visita? Só o tempo dirá. Até lá, aumentem o som e dancem, afinal it's only Rock and Roll, but we like it!

Como diz o velho ditado, pedras que rolam não criam limo